18.1.11

Incompleto´

Nem sei o que pensar...
Fico quieta, olho pra dentro de mim e escuto o que diz a música...
Nesse instante me torno o que a letra da canção diz...
Sou personagem de algum compositor e vagueio numa melodia que não pertence a mim.

Um momento...
Está vindo aos poucos...estou pensando...não sou assim, pelo menos não totalmente.
Esses pensamentos vão surgindo em cada estrofe, cada vez que tento me encontrar em mim.
Isso pode ser bom e pode não ser porque quando penso o que sou, me surpreendo e fico até triste... o que mais quero fazer, não consigo.
Já ouvi dizer que para cada ambiente uma identidade.
Eu digo que para cada situação uma identidade, uma experiência a mais que colabora para o desenvolvimento do que chamamos de caráter.

Vivemos a vida correndo riscos.
Quer dizer, nem todos vivem assim, a maioria tem medo de se arriscar, ainda não entendo porquê. Se a vida é uma caixinha de surpresas e é boa de viver quando se quer aproveitá-la e se nunca temos certeza de nada e se esperamos que sempre tudo dê certo. Preferimos não pensar nas conseqüências, elas podem nos desanimar. Desanimar não seria a peça que encaixaria na máquina doida de pensar que carregamos na cabeça. Talvez nos limitaria, nos alertaria ou até mesmo estaríamos nos previnindo do que não queremos pensar: na possibilidade do erro.

A pessoa sábia, gosta que lhe diga quando está errada, só o tolo não gosta de ser corrigido. O erro nos ensina também... 

Compreendo que cada pessoa é uma ilha, mas não é por isso que devo concordar.
Compreender não é o mesmo que aceitar. Ou é? Se for, como pode uma pessoa dizer que entende o que é amor, aquele que Cristo demonstrou na cruz... e ainda assim não aceitá-lo?

É, cada pessoa é uma ilha... cada um carrega consigo a sensação de saber o que quer e o que ama... Começo a ter a certeza de que tudo aqui, tudo nessa vida é ilusão, é como correr atrás do vento... Me deixo ser direcionada por uma canção peculiar que fala diretamente ao meu coração e me faz sentir quase repleta de algo que ainda não sei dizer o nome ...
[...]

(Criando coragem para concluir...)

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