Observar borboletas é como observar a própria vida. Conclusão que cheguei numa tarde de natal em que repousava sobre saudades da minha família longe e de desejos que papai noel não me atendeu, mas quem sabe ainda me atenderá.
Divagava sozinha naquela tarde confusa, apagada, nublada muito diferente do que esperaria para o natal e entre as flores do então canteiro reparei sua beleza, sua vivacidade, porém confusa.
Alçava seu vôo sobre muitas flores, muitos caminhos, aos poucos possuía um pouco de seu cheiro, mas o vôo frenético de suas asas me desconsolavam, queria ter ela ali, paradinha na minha lente, na minha alma...
Mas, observar borboletas é como observar a nós mesmos, é como esperar a nós mesmos,a indecisão de tantas flores e de tantas cores, a indecisão de tantos vôos, de tantos amores. Por isso nossos vôos são efêmeros, pequenos e os delas? Também foram efêmeros, pequenos, mas estão aí registrados no tempo, e nós? Perdidos no tempo.




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